1 de março de 2007
21 de dezembro de 2006
ABC dos Grande Números
Números como, por exemplo, 20.000.000. Vinte milhões. Este é o valor estimado em euros para o investimento no Túnel do Marquês, antes de derrapagens (aD) e antes de Sá Fernandes (aSF). Apesar da grandeza aparente do número, nem chega a ser ¼ do custo do funcionamento anual da Assembleia da República, orçamentado em 85.000.000 de euros.
Subindo para os 9 dígitos, aparece-nos o custo da Casa da Música, depois de derrapagens, 112.000.000 de euros. Cerca do triplo da estimativa aD. Ou seja, esperava-se que a Casa custasse 1,8 túneis (aD, aSF) mas ficou por 5,6. Derrapagem normal, para Portugal.
Logo a seguir deparamos com 130 milhões, montante com que se poderia comprar um computador a cada aluno do 2º ciclo do ensino básico, e que representa também a dívida total da lista pública de devedores ao fisco.
O gigantismo dos números começa a esmagar-nos quando lemos na imprensa que os créditos recuperados pela Segurança Social em 2006, por acção do Super-Cobrador, atingiram o valor recorde de 200 milhões de euros. 10 túneis (aD, aSF) recuperados num só ano. Quase o Rendimento Social de Inserção para 2007, o que equivale a 13 túneis (aD, aSF), 3 Assembleias da República ou 2 listas de devedores ao fisco. São 260.000.000 euros, o mesmo que o Euro 2004 bebeu nos cofres do estado.
Artigo publicado na Dia D, Público, em 8 de Dezembro de 2006
14 de dezembro de 2006
Ojalá que las hojas no te toquen el cuerpo cuando caigan
para que no las puedas convertir en cristal.
Ojalá que la lluvia deje de ser milagro que baja por tu cuerpo.
Ojalá que la luna pueda salir sin ti.
Ojalá que la tierra no te bese los pasos.
Ojalá se te acabe la mirada constante,
la palabra precisa, la sonrisa perfecta.
Ojalá pase algo que te borre de pronto:
una luz cegadora, un disparo de nieve.
Ojalá por lo menos que me lleve la muerte,
para no verte tanto, para no verte siempre
en todos los segundos, en todas las visiones:
ojalá que no pueda tocarte ni en canciones.
Ojalá que la aurora no dé gritos que caigan en mi espalda.
Ojalá que tu nombre se le olvide a esa voz.
Ojalá las paredes no retengan tu ruido de camino cansado.
Ojalá que el deseo se vaya tras de ti,
a tu viejo gobierno de difuntos y flores.
(Silvio Rodriguez 1969)
7 de dezembro de 2006
5 de dezembro de 2006
Dois artigos sobre Oaxaca em português (do Brasil...)
25 de novembro de 2006
A Polícia Federal Preventiva (PFP) começou, ao redor das 17 horas, a agredir os membros da Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO), que estavam fazendo una manifestação pacífica nos arredores da praça central. Estas agressões originaram um enfrentamento entre a PFP e os integrantes da APPO que ainda continuam.
As ruas do Centro Histórico são um campo de batalha, os policiais federais há aproximadamente uma hora começaram a disparar suas armas de fogo contra os manifestantes. A polícia ministerial do estado e a PFP fazem guarda em alguns pontos como o Llano, a rua Crespo, a Central de Abastos e outros lugares.
Se constatam aproximadamente 40 detidos, dentre os quais 20 mulheres. Há vários feridos, estando um em situação grave.
Até agora temos informação de dois companheiros que perderam a vida, resultado das agressões, ainda sem identidade confirmada.
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27 de novembro de 2006
O movimento popular de Oaxaca ganha espaços e legitimidade no mundo da resistência. Já não é apenas a repressão que convoca ativistas, coletivos, agrupamentos políticos, religiosos e de direitos humanos, gente da arte, da academia e da cultura de mais de 20 países, senão a expressão de uma forma organizativa autônoma que se converte pouco a pouco em referência de transformação política impulsionada desde baixo.
Um ato repressivo impulsionou a criação da Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO) em junho passado, e a bárbara investida dos governos federal e estadual, iniciada nos dias 27 e 29 de outubro, que incluiu novos assassinatos, detenções e a ocupação da cidade pela Polícia Federal Preventiva (PFP), desencadeou um movimento internacional de solidariedade apenas comparável em intensidade àquele convocado pelos zapatistas e o povo de São Salvador Atenco (com suas próprias e diferentes histórias).
Até o momento se registram nas diferentes redes internacionais de comunicação mais de 160 ações de solidariedade com Oaxaca em menos de um mês. Só a jornada de mobilização do passado dia 20, convocada e impulsionadapelo Exército Zapatista de Liberação Nacional e conseguida pela própria legitimidade conquistada pelo movimento, se reportaram 47 mobilizações em 46 cidades do planeta.
(...)
3 de dezembro de 2006
Mais sobre Oaxaca
La tensione ad Oaxaca è aumentata questo lunedì per le dichiarazioni ufficiali della Polizia Federale Preventiva (PFP) che la tolleranza è finita e annunciando l'adempimento dei mandati di cattura contro simpatizzanti e dirigenti dell'Assemblea Popolare dei Popoli di Oaxaca (APPO), perquisendo almeno una ventina di immobili dove si presume che siano nascosti attivisti dell'organizzazione.
Vi allego un articolo molto interessante sulla situazione attuale.
Si teme che Felipe Calderon, che si insedierà con le mani sporche di sangue il prossimo venerdi, sarà un nuovo Pinochet. Le premesse ci sono tutte.
21 de novembro de 2006
Muchos más que dos
Mis acordes cotidianos
Te quiero porque tus manos
Trabajan por la justicia.
Si te quiero es porque sos
Mi amor mi cómplice y todo
Y en la calle codo a codo
Somos muchos más que dos.
Tus ojos son mi conjuro
Contra la mala jornada
Te quiero por tu mirada
Que mira y siembra futuro
Tu boca que es tuya y mía
Tu boca no se equivoca
Te quiero porque tu boca
Sabe gritar rebeldía.
Si te quiero es porque sos
Mi amor mi cómplice y todo
Y en la calle codo a codo
Somos mucho más que dos.
Y por tu rostro sincero
Y tu paso vagabundo
Y tu llanto por el mundo
Porque sos pueblo te quiero.
Y porque amor no es aureola
Ni cándida moraleja
Y porque somos pareja
Que sabe que no está sola.
Te quiero en mi paraíso
Es decir que en mi país
La gente viva feliz
Aunque no tenga permiso.
Si te quiero es porque sos
Mi amor mi cómplice y todo
Y en la calle codo a codo
Somos mucho más que dos.
18 de novembro de 2006
De puño y letra
La religión la mafia
la política y el fútbol
el ejército y la moda
mueven más gente que yo.
Son millones o pocos
pero totalmente decididos
al todo por el todo.
Yo sólo tengo que ver
con las pequeñas multitudes
de un cine de trasnoche
con la soledad de los jugadores
que ofician una partida de ajedrez
con la tibieza de algunas mujeres.
Leo
vuelvo a ver una vieja película
hago noche en Coltrane
y estiro el brazo y acaricio a mi bella
que fuma y ahora me convida.
L'America
Just singing in the rain (cit.)
A noi ci hanno insegnato tutto gli americani. Se non c'erano gli americani a quest'ora noi... eravamo europei: vecchi, pesanti, sempre pensierosi, con gli abiti grigi e i taxi ancora neri.
Non c'è popolo che sia pieno di spunti nuovi come gli americani. E generosi, e buoni, e giusti.
Non c'è popolo più giusto degli americani. Anche se sono costretti a fare una guerra, per cause di forza maggiore, s'intende, non la fanno mica perché conviene a loro. No! E' perché ci sono dei posti dove non c'è ancora né giustizia, né libertà. E loro... Eccola lì... Pum! Te la portano. Sono portatori, gli americani. Sono portatori sani di democrazia. Nel senso che a loro non fa male, però te l'attaccano.
L'America è un arsenale di democrazia. E quello che mi ha sempre colpito degli americani è questo gran desiderio, questo gran bisogno di esportare, di divulgare il loro modo di vivere, la loro cultura... no, non la cultura... le invenzioni, i fatti di costume... Sono portatori sani di cose nuove, sempre nel senso che a loro non fanno male però te le attaccano.
Dopo la seconda guerra mondiale sono arrivati qui e hanno portato: jeep, scatolette, jeans, cultura... no, non la cultura... movimenti dinoccolati, allegria, progresso, cultura... no, non la cultura... la Coca-Cola, il benessere, la tecnologia, lo sviluppo...
E di colpo l'Europa, la vecchia, cara Europa, con i suoi lampioncini fiochi, i suoi fiumi, le sue tradizioni, i violini, i valzer...
In the mood (cit)
E poi luci, e neon, e vita, e colori, e automobili, ponti, autostrade, televisori, aerei... Chewing-gum!
Tutti-frutti (cit.)
L'America è un paese di giovanotti. Gli americani sono gli unici al mondo che a Disneyland non si sentono idioti neanche per un attimo. No, io non ho niente contro l'America, anzi, mi piace. Ce l'ho con gli americanisti di tutto il mondo. L'America, si sa, è stato un errore dì navigazione. Certo, non ci volevamo mica andare, ci siamo cascati. Ecco cos'è l'America: è uno scivolo, una buca, un'enorme buca con il risucchio: SSSCCHHIVVRRUMMM!
(...) E ora tutti a dire: "Che bella la buca... che bella la buca... non c'è niente di più democratico della buca... a me piace la buca di Reagan... no, io sono per quella di Clinton... Eh già, perché c'è buca e buca... Viva la buca!"
(ler todo o texto de G.Gaber)
