25 de setembro de 2008

Todo em cada coisa



Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive.


Ricardo Reis

24 de setembro de 2008

AMI apela à reutilização de consumíveis informáticos e de telemóveis



A reutilização destes equipamentos permite poupar matérias-primas e energia, ao mesmo tempo que reduz o volume de resíduos produzido.

A actual produção de resíduos e o consumo de matérias-primas e de energia não são comportáveis com as capacidades do planeta para os regenerar, e este problema torna-se ainda mais insustentável à medida que novos países se juntam ao grupo dos industrializados e consumistas, como é o caso actual da China e da Índia.

A solução para este problema pode passar por acções tão simples como reencher os seus tinteiros e toners vazios ou como enviar o seu telemóvel velho para países menos desenvolvidos, onde este será reutilizado.

A AMI desenvolveu um projecto que serve de exemplo àquilo que pode ser feito. O encaminhamento de 440 mil consumíveis informáticos e telemóveis para reutilização permitiu angariar 220 mil euros, mostrando assim que este problema pode ao mesmo tempo ser uma oportunidade. Estes fundos foram utilizados no financiamento das Equipas de Rua da AMI, que prestam apoio social e psicológico aos sem-abrigo com o objectivo de melhorar a sua qualidade de vida.

21 de setembro de 2008

A experiência do Amor incondicional

Bede Griffiths - Interview


Padre Bede Griffiths
(mais informações sobre ele aqui)

20 de setembro de 2008


18 de setembro de 2008

Vós que lá vosso Império
prometeis um mundo novo
Cuidado! Que pode o povo
querer um mundo novo a sério!


António Aleixo

2 de setembro de 2008

RAPOSA SERRA DO SOL: Para já.... comemora-se

28/08/2008 (notícia integral aqui)

Indígenas comemoram voto no STF favorável à homologação de Raposa Serra do Sol

Ontem, 27 de agosto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, votou pela manutenção da homologação da terra Raposa Serra do Sol, no nordeste de Roraima, considerando não-válidos todos os argumentos contrários à demarcação em área contínua. Após o voto de Britto, que é relator do processo que trata da questão, o ministro Carlos Menezes Direito, pediu vistas do processo, por isso, o julgamento foi suspenso para que ele possa analisar melhor o caso.

O voto do relator foi recebido com muita festa pelos indígenas que estavam em Brasília acompanhando o julgamento. “O voto foi muito bom e foi a nosso favor. Agora vamos esperar com tranqüilidade a continuação do julgamento. Os outros ministros também vão votar com a Constituição”, afirmou confiante Dejacir de Silva, do povo Macuxi.

27 de julho de 2008

Boas notícias



The bright side of the world: IM Magazine


Divulgar o melhor que se faz no mundo
para um mundo melhor


A Nestlé volta a fazer das suas...

Nestlé acusada de gastar 65 milhões de euros para espiar a organização ATTAC


Foi descoberto recentemente que, numa altura em que preparava um livro de contestação à Nestlé, um grupo da Attac Suiça trabalhou durante mais de um ano com uma agente da securitas infiltrada a mando da multinacional. A agente participou em reuniões privadas e entregou informações detalhadas sobre os trabalhos, as pessoas envolvidas e as redes de contactos utilizadas pela organização.

Segundo a empresa de segurança, esta não é uma operação ilegal e não há mal nenhum no facto de uma pessoa se apresentar numa organização com um nome falso. Aliás, a empresa tem mesmo uma divisão de informação sobre individuos e organizações e admite a vigilância de alguns movimentos altermundialistas a mando de empresas multinacionais.

Mais um exemplo de que empresas como a Nestlé não respeitam os princípios mais básicos e de que tem de haver um controlo apertado sobre as actividades de empresas de segurança que agem quase como se fossem agências governamentais, mas sem o aborrecimento de ter de cumprir leis.

Vejam o documentário que deu origem a toda a polémica e o comunicado de imprensa da Attac Suiça (em francês)

http://www.tsr.ch/tsr/index.html?siteSect=500000&channel=#bcid=591402;vid=9209403

http://www.suisse.attac.org/Plainte-suite-a-l-espionnage-d
Publicado por ptattac em 17/06/08

21 de julho de 2008



O que ouvimos ontem....




If it be your will
That I speak no more
And my voice be still
As it was before
I will speak no more
I shall abide until
I am spoken for
If it be your will

If it be your will
That a voice be true
From this broken hill
I will sing to you
From this broken hill
All your praises they shall ring
If it be your will
To let me sing
From this broken hill
All your praises they shall ring
If it be your will
To let me sing

If it be your will
If there is a choice
Let the rivers fill
Let the hills rejoice
Let your mercy spill
On all these burning hearts in hell
If it be your will
To make us well

And draw us near
And bind us tight
All your children here
In their rags of light
In our rags of light
All dressed to kill
And end this night
If it be your will

If it be your will.

Cohen em Lisboa - maravilhoso concerto



19 de julho de 2008

Cova da Moura - Filosofia para crianças





Uma pequenina luz

Uma pequenina luz bruxuleante
não na distância brilhando no extremo da
estrada
aqui no meio de nós e a multidão em volta
une toute petite lumière
just a little light
una picolla... em todas as línguas do mundo
uma pequena luz bruxuleante
brilhando incerta mas brilhando
aqui no meio de nós
entre o bafo quente da multidão
a ventania dos cerros e a brisa dos mares
e o sopro azedo dos que a não vêem
só a adivinham e raivosamente assopram.
Uma pequena luz
que vacila exacta
que bruxuleia firme
que não ilumina apenas brilha.
Chamaram-lhe voz ouviram-na e é muda.
Muda como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Brilhando indefectível.
Silenciosa não crepita
não consome não custa dinheiro.
Não é ela que custa dinheiro.
Não aquece também os que de frio se juntam.
Não ilumina também os rostos que se curvam.
Apenas brilha bruxuleia ondeia
indefectível próxima dourada.
Tudo é incerto ou falso ou violento: brilha.
Tudo é terror vaidade orgulho teimosia: brilha.
Tudo é pensamento realidade sensação saber: brilha.
Tudo é treva ou claridade contra a mesma treva: brilha.
Desde sempre ou desde nunca para sempre ou não:
brilha.
Uma pequenina luz bruxuleante e muda
como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Apenas como elas.
Mas brilha.
Não na distância. Aqui
no meio de nós.
Brilha.

Jorge de Sena

12 de julho de 2008

Pela erradicação da Pobreza

A Assembleia da Repúblia discutiu no passado dia 3 de Julho a Petição da CNJP. Grupos parlamentares aprovam proposta que consagra a pobreza como violação de direitos humanos e que obriga à definição de um limiar oficial de pobreza

Os partidos presentes na Assembleia saudaram a iniciativa da Comissão Nacional Justiça e Paz, órgão laico da Igreja Católica em Portugal, pronunciando-se a favor da iniciativa e associando-se à causa, que mereceu a sua aprovação por unanimidade na votação de dia 4 de Julho, no Parlamento.
21 268 assinaturas (em papel) foram entregues ao Parlamento, em Outubro de 2007, solicitando que aquele órgão de soberania reconhecesse que a pobreza é uma violação de direitos humanos, estabelecesse um limiar oficial e criasse um mecanismo parlamentar de observação, acompanhamento e avaliação das políticas públicas para a sua erradicação.

(ler artigo integral)

9 de julho de 2008

CARTA ABERTA DOS LÍDERES INDÍGENAS

Nós, Jacir José de Souza Macuxi e Pierlangela Nascimento da Cunha Wapichana, líderes indígenas enviados por nossas comunidades e organizações à Europa para divulgar a Campanha Anna Pata, Anna Yan, vimos nesta carta relatar e declarar os resultados de nossa visita.

Iniciamos nossa viagem no dia 16 de junho de 2008, e durante três semanas percorremos os países de Espanha, Inglaterra, Bélgica, França, Itália e Portugal. O objetivo era trazer ao conhecimento da sociedade européia e suas autoridades a situação de aflição que se vive hoje na Terra Indígena Raposa Serra do Sol em Roraima e solicitar apóio e solidariedade com nossos povos.
No mês de Agosto, o Supremo Tribunal Federal deverá julgar 34 ações que ainda contestam a homologação de nossa terra, assinada pelo Presidente da República em abril de 2005, fruto de nosso trabalho, nossa união e do sangue de muitos a quem tiraram a vida nestes anos.

Em nossa viagem, fomos recebidos por Autoridades dos diversos Governos nacionais, bem como Representantes Políticos de Parlamentos e pelo Presidente do Senado italiano. Tivemos também audiências com Autoridades da Comissão e do Parlamento Europeu. Todos eles nos receberam como lideranças indígenas, mostrando com este gesto seu respeito e consideração a nossos povos. (...) Encontramos a solidariedade e apóio de respeitadas personalidades, diversas entidades e organizações de reconhecido prestígio por sua defesa dos Direitos Humanos, da Justiça e da Paz em todo o mundo. (...) Recebemos, em particular, o apóio do Papa Bento XVI, em Audiência realizada no dia 02 de Julho, em que lhe entregamos nosso Documento e recebemos dele o compromisso de ajudar na proteção de nossa terra.
Em todas estas visitas e audiências fomos ouvidos com atenção e generosidade, e de todos eles, com a particularidade de cada encontro e cada responsabilidade, recebemos a seguinte mensagem:

1. Uma solidariedade profunda com os Povos Indígenas, com nossa vida e com nossos direitos, historicamente adquiridos e legalmente reconhecidos na Constituição Federal do Brasil de 1988, na Convenção 169 da OIT e na Declaração da ONU de setembro de 2007. Solidariedade e respeito pela diversidade que representamos para o mundo todo e por nossa contribuição com a preservação e cuidado desta Casa Grande que é a Natureza.

2. A solidariedade e apóio firme ao Decreto de Homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, assinado pelo Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em 15 de Abril de 2005, como garantia de nossos direitos e sinal inequívoco de firmeza das instituições brasileiras e da nossa Constituição.

(...)

Agradecemos a todas as Autoridades, personalidades, entidades e organizações que receberam-nos, ouviram nossas palavras e apoiaram nossas comunidades e nossa terra.
Agradecemos especialmente a todas as pessoas e entidades que trabalharam junto a nós nesta viagem. Aquelas pessoas que nos acompanharam desde o início da viagem até o final; aquelas que facilitaram os contatos e audiências em cada país; aquelas que nos proporcionaram hospedagem em suas casas.
Nós, povos indígenas, temos o direito e a liberdade de estabelecer amizade e alianças com outros na defesa de nossa vida e nossa terra. E temos a certeza de que os direitos de cada homem e cada mulher serão garantidos com a união e o trabalho de muitos.

Retornamos ao Brasil, em definitivo, felizes de nossa viagem, esperançados e mais firmes na defesa de nosso povo e de nossa terra.

Lisboa, 07 de julho de 2008

Jacir José de Souza MACUXI
Pierlangela Nascimento da Cunha WAPICHANA
Conselho Indígena de Roraima

8 de julho de 2008

Igreja portuguesa apoia manutenção de reserva da Raposa Serra do Sol

Fátima, Santarém, 06 Jul (Lusa)

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) manifestou hoje o seu apoio à causa dos índios da reserva da Raposa Serra do Sol, no Brasil, que têm visto o seu território invadido por fazendeiros.
Em mensagem hoje lida em Fátima durante uma cerimónia na nova Igreja da Santíssima Trindade, D. Jorge Ortiga manifestou o “apoio à causa do Povo Indígena da Raposa Serra do Sol”, criticando os que tentam eliminar aquela reserva indígena.
Actualmente, está em apreciação no Supremo Tribunal Federal do Brasil um recurso contra o decreto de homologação daquele território, cuja criação foi assinada em 2005 pelo presidente Lula da Silva.
Agora, perante a contestação dos fazendeiros, o arcebispo de Braga e líder da CEP espera que a justiça brasileira confirme a decisão do Governo federal, que criou um santuário para os índios, no estado de Roraima.
“Que a anulação da homologação nunca aconteça”, sustentou o prelado, subscrevendo assim um apelo da campanha “Anna Pata Anna Yan” (Nossa Terra, Nossa Mãe), uma iniciativa que junta missionários, índios e defensores das causas indígenas pelo direito daqueles povos a gerir parte do território.
No decreto que criou a reserva, foi dado um prazo de um ano para a saída de todos os não-indígenas da área, mediante contrapartidas do governo federal, mas existem ainda muitos fazendeiros que se recusam a sair e continuam a ocupar grandes áreas do território.
Esta cerimónia religiosa contou com a presença de líderes indígenas e de vários participantes de institutos missionários católicos.