15 de abril de 2010

MATT E JESSICA FLANNERY: EMPRÉSTIMOS QUE MUDAM VIDAS

Kiva quer dizer, em swahili, "união".

O Kiva representa a democratização da micro-finança. Matt e Jessica Flannery, criaram o Kiva em 2005 após uma viagem pelo continente africano. O casal ficou perplexo com as coisas fantásticas o que os empreendedores africanos que faziam com as suas famílias e com tão pouco dinheiro e isso suscitou-lhes uma ambição: como podemos nós participar desta transformação social? O Kiva foi a primeira plataforma online de micro-empréstimos, permitindo ao grande público financiar empreendedores em mais de 42 países em desenvolvimento. Ao longo do tempo, os empreendedores pagam seus empréstimos e o investidor têm a opção de recuperar sem juros seu investimento ou financiar um novo projecto. O site tem mais de 270.000 de pessoas que emprestam que, em geral, fazem empréstimos através do cartão de crédito, em montantes de 25 dólares por vez. Os empréstimos já ajudaram 40.000 micro-empresários em mais 40 países, num total de 27 milhões de dólares em financiamentos.

Ler o artigo completo sobre Kiva.org

13 de abril de 2010

A propósito da reportagem da Pública: "ser gay e católico em Portugal"

«A tolerância para com aqueles que têm opções sexuais diversas está tão conforme com o Evangelho e com a razão, que parece monstruoso que haja homens a ver mal, com uma tão clara luz.»


(adaptado de John Locke, Carta sobre a Tolerância, 1685 - no original, em vez de "opções sexuais diversas", leia-se "opiniões religiosas diversas")

Artigo da Pública aqui.

11 de abril de 2010

4 de abril de 2010

31 de março de 2010

Novos Paradigmas Novos Comportamentos

Estou a partir para uns dias de férias e provavelmente o blog também ficará a hibernar um pouco. Então deixo-vos com a habitual Reflexão Quaresmal da CNJP, que este ano se debruça sobre "Novos Paradigmas, Novos Comportamentos".
Parece-me este ano especialmente incisiva e politicamente incorrecta até. Vale mesmo a pena ler e reflectir com calma. Deixo-vos aqui um excerto e depois o link para o texto integral.
Boa Páscoa a todos.

Sem dúvida, uma das questões fundamentais para perspectivar as mudanças necessárias para humanizar o sistema económico reside na cultura empresarial dominante, designadamente, nos princípios e no conceito de empresa em que assenta.
Em termos esquemáticos e simplificados (que não prejudicam a consistência das conclusões do raciocínio), a empresa é composta, além do mais, por dois grandes tipos de factores: o trabalho e o capital. Nenhum destes pode produzir sem o concurso do outro. Donde se conclui que, por natureza, cada um desses factores reclama o outro, carece do outro. Por outras palavras, o trabalho e o capital são, por natureza, complementares. Qualquer conflito que surja entre as duas partes não tem a ver com os factores em si, mas com os interesses dos que estão por de trás de um e outro. Quer isto dizer que, do ponto de vista da harmonia social, qualquer divergência entre o trabalho e o capital deve ser tratada em clima de complementaridade. Naturalmente, este clima é muito mais difícil de estabelecer quando a estrutura de poder no interior da empresa é fortemente desequilibrada, como acontece designadamente entre nós.
Por outro lado, é fundamental não confundir a empresa com as instalações e equipamento. Estas são adquiridas pelo capital, pelo que se compreende que se estabeleça uma relação de propriedade sobre as mesmas. Já se não verifica o mesmo com a empresa, a qual é constituída pelo capital e pelo trabalho, pelas instalações e equipamento e toda a actividade que no seu interior se exerce, não sendo legítimo colocar só num dos lados a propriedade da mesma. Está aqui uma viragem profunda e decisiva que a cultura empresarial terá de sofrer se quiser humanizar-se.
Do ponto de vista conceptual, mas também com implicações práticas importantes, coloca-se a questão do desequilíbrio estrutural que consiste em a remuneração do trabalho ser considerada e contabilizada como custo, não acontecendo o mesmo com a remuneração do capital. Um dos objectivos de qualquer empresa é o de reduzir os respectivos custos, para aumentar os benefícios. Sendo classificada como custo, a remuneração do trabalho estará sempre sujeita à pressão no sentido decrescente. Do sucesso dessa contenção vai resultar o sucesso dos «resultados» da empresa e da remuneração do capital.


Ler toda a Reflexão aqui.

30 de março de 2010

Lol

Not to decide is to decide.

24 de março de 2010

Porreiro, pá!

23 de março de 2010

22 de março de 2010

Hoje faço 30 anos e S. Paulo fala por mim

Não que eu tenha já chegado à meta, ou já tenha atingido a perfeição. Mas continuo a correr, para ver se a alcanço, uma vez que também fui alcançado por Cristo Jesus.
Não penso, irmãos, que já o tenha conseguido. Só penso numa coisa: esquecendo o que fica para trás, lançar-me para a frente, continuar a correr para a meta, em vista do prémio a que Deus, lá do alto, me chama em Cristo Jesus.

S. Paulo aos Filipenses (leitura de ontem)

21 de março de 2010

Filosofia Prática, filosofia no mundo

Acabei de descobrir um tipo que resolveu trazer a filosofia às pessoas e pôr as pessoas a filosofar. Organiza workshops, dá consultas, propõe tertúlias (os chamados "Cafés Filosóficos"), etc. Pelo que vi no site (que está muito bem feito), achei mesmo interessante e pertinente.
Pena ser no Porto. Espreitem aqui.

20 de março de 2010

Espectacular



Este tipo aproveitou o site chatroulette, onde as pessoas casualmente são conectadas atravé da net e das suas webcams, para improvisar ao piano com quem calhava. Genial!
Obrigado, binary solo.

Limpar Lisboa

«Não há trabalho mais em vão do que este. Amanhã já vai estar tudo na mesma.»


Desabafa um funcionário da câmara, vulgo 'homem do lixo', que acompanhou o nosso grupo de cerca de trinta professores, alunos, pais e funcionários do colégio onde trabalho, ao bairro da Torrinha para ajudar a Limpar Portugal.
E veio-me uma tristeza envergonhada, por pensar em quão absurda deverá parecer a este senhor a nossa vontade de nos armarmos em heróis por um dia, quando ele tem esta função como trabalho diário, e se depara quotidianamente com a vanidade daquilo que faz, num país de gente, muitas vezes, ainda, sem uma ponta de civismo e de educação.

(o lixo que apanhámos naquele bairro, onde os canteiros ao lado dos prédios estavam transformados em aterros para entulho e porcaria, foi impressionante)