30 de abril de 2010
26 de abril de 2010
25 de abril de 2010
Querido aluno que estás há uma semana a preparar-te para festejar o 25 de Abril
Como poder dizer-te que já não desço a avenida, sem arriscar queimar-te etapas que têm de ser percorridas - que deveriam ser percorridas por todos?
24 de abril de 2010
Erosão
22 de abril de 2010
Breve caracterização de um flirt púdico
18 de abril de 2010
Carta aberta aos bispos de todo o mundo
17 de abril de 2010
Divagações sobre a minha descrença
15 de abril de 2010
MATT E JESSICA FLANNERY: EMPRÉSTIMOS QUE MUDAM VIDAS
Kiva quer dizer, em swahili, "união".
O Kiva representa a democratização da micro-finança. Matt e Jessica Flannery, criaram o Kiva em 2005 após uma viagem pelo continente africano. O casal ficou perplexo com as coisas fantásticas o que os empreendedores africanos que faziam com as suas famílias e com tão pouco dinheiro e isso suscitou-lhes uma ambição: como podemos nós participar desta transformação social? O Kiva foi a primeira plataforma online de micro-empréstimos, permitindo ao grande público financiar empreendedores em mais de 42 países em desenvolvimento. Ao longo do tempo, os empreendedores pagam seus empréstimos e o investidor têm a opção de recuperar sem juros seu investimento ou financiar um novo projecto. O site tem mais de 270.000 de pessoas que emprestam que, em geral, fazem empréstimos através do cartão de crédito, em montantes de 25 dólares por vez. Os empréstimos já ajudaram 40.000 micro-empresários em mais 40 países, num total de 27 milhões de dólares em financiamentos.
Ler o artigo completo sobre Kiva.org
13 de abril de 2010
A propósito da reportagem da Pública: "ser gay e católico em Portugal"
11 de abril de 2010
4 de abril de 2010
31 de março de 2010
Novos Paradigmas Novos Comportamentos
Sem dúvida, uma das questões fundamentais para perspectivar as mudanças necessárias para humanizar o sistema económico reside na cultura empresarial dominante, designadamente, nos princípios e no conceito de empresa em que assenta.
Em termos esquemáticos e simplificados (que não prejudicam a consistência das conclusões do raciocínio), a empresa é composta, além do mais, por dois grandes tipos de factores: o trabalho e o capital. Nenhum destes pode produzir sem o concurso do outro. Donde se conclui que, por natureza, cada um desses factores reclama o outro, carece do outro. Por outras palavras, o trabalho e o capital são, por natureza, complementares. Qualquer conflito que surja entre as duas partes não tem a ver com os factores em si, mas com os interesses dos que estão por de trás de um e outro. Quer isto dizer que, do ponto de vista da harmonia social, qualquer divergência entre o trabalho e o capital deve ser tratada em clima de complementaridade. Naturalmente, este clima é muito mais difícil de estabelecer quando a estrutura de poder no interior da empresa é fortemente desequilibrada, como acontece designadamente entre nós.
Por outro lado, é fundamental não confundir a empresa com as instalações e equipamento. Estas são adquiridas pelo capital, pelo que se compreende que se estabeleça uma relação de propriedade sobre as mesmas. Já se não verifica o mesmo com a empresa, a qual é constituída pelo capital e pelo trabalho, pelas instalações e equipamento e toda a actividade que no seu interior se exerce, não sendo legítimo colocar só num dos lados a propriedade da mesma. Está aqui uma viragem profunda e decisiva que a cultura empresarial terá de sofrer se quiser humanizar-se.
Do ponto de vista conceptual, mas também com implicações práticas importantes, coloca-se a questão do desequilíbrio estrutural que consiste em a remuneração do trabalho ser considerada e contabilizada como custo, não acontecendo o mesmo com a remuneração do capital. Um dos objectivos de qualquer empresa é o de reduzir os respectivos custos, para aumentar os benefícios. Sendo classificada como custo, a remuneração do trabalho estará sempre sujeita à pressão no sentido decrescente. Do sucesso dessa contenção vai resultar o sucesso dos «resultados» da empresa e da remuneração do capital.



