30 de novembro de 2009

6 RAZÕES POR QUE É FIXE TER PAIS ZOMBIES






Descobertas desta tarde



sentido da vida e frivolidade

Estou neste momento a reflectir sobre o fascinante debate entre este senhor (que escreveu um breve post contra a frivolidade dos que sabem tudo - que me convenceu) e sobre este outro indivíduo, a quem aquele se dirige (que escreveu um belíssima reflexão sobre a frivolidade de pretender encontrar e encerrar em 208 páginas o sentido da vida - e que também me convenceu).

29 de novembro de 2009

www.elpuebloenelquenuncapasanada.com

Que ideia maluca, que história gira!

28 de novembro de 2009

Gabarolice por um bom serão

Saio de casa precisamente 8 minutos antes do gongo.

Sala Félix Ribeiro quase só para mim - adoro ir ao cinema sozinha, dá-me um aconchego à identidade.

Ainda para mais, para ver a Mosca.


E agora escrevo isto, junto à salamandra, estava um tronco em chamas à minha espera, e um Porto.




Que vida boa.
Escrita estupenda em http://agrafo.net/.

foto do dia no Público de hoje


Uma criança afegã toca a prótese da mãe no ICRC Ali Abad Orthopaedic Centre em Cabul. Ao longo da conturbada história do Afeganistão, as facções em conflito mudaram as linhas da frente várias vezes deixando o território pejado de minas. Os mapas para as localizar são quase inexistentes.

Fotografia:Jerry Lampen/Reuters

27 de novembro de 2009

Presentes solidários para este Natal:

Vão a este site: http://www.presentessolidarios.pt/ e escolham a forma de celebrar este Natal.

Ao comprar um Presente Solidário, o seu dinheiro será entregue a associações em países como Angola, Brasil ou Timor que, no terreno, farão a compra e a entrega dos bens a quem deles mais precisa. O intermediário entre nós e essas associações é a FEC, uma ONGD católica.

Desta forma, a Campanha Presentes Solidários 2009 concretiza o slogan "Dar a duplicar": está a contribuir directamente com o seu dinheiro para a melhoria das condições de vida das famílias dos Países Lusófonos, e esta sua oferta será feita em nome do seu amigo, colega ou familiar que será surpreendido pela sua originalidade e generosidade, ao receber um postal ilustrado relativo à oferta.

Exemplos:

KIT ANGOLA

Na região da Humpata, Angola, as Irmãs Filhas d’África estão a reconstruir um
Centro de Acolhimento para Raparigas.
Este centro procurará promover a educação e a igualdade do género feminino através de aulas de apoio e formação extra-escolar (cozinha, gestão doméstica, higiene, informática...).
Parceiro no terreno: Irmãs Filhas d'África
Objectivo de Desenvolvimento do Milénio (OdM) Associado - Objectivo 5: Reduzir em 75% a mortalidade materna.

PAINEL SOLAR

Considerada a zona mais pobre de Cabo Verde, em Milho Branco os recursos escasseiam.
Este presente é um contributo para a aquisição de um painel solar para o Centro Social e Paroquial desta localidade que, entre outras valências, acompanhará mães solteiras a fim de diminuir
a taxa de mortalidade materno-infantil.
Parceiro no terreno: Missionários Espiritanos
Objectivo de Desenvolvimento do Milénio (OdM) Associado - Objectivo 7: Garantir a sustentabilidade ambiental.

26 de novembro de 2009

Mais sobre o Aquecimento Global

Esta semana, que é Semana Europeia para a Prevenção da Produção de Resíduos, dei-me conta de que no meu colégio há vários professores que acham que isto do aquecimento global é tudo um exagero, é tudo uma treta.

É toda uma contra-campanha de que somos alvo.

Pois é

«Às vezes tenho ideias para uns gráficos. Imaginem quando o empreiteiro Domingos Névoa foi condenado a uma multa de cinco mil euros depois de ter sido apanhado em flagrante tentando comprar um vereador municipal por 200 mil euros por causa de um negócio com terrenos em Lisboa que valiam certamente acima de 60 milhões de euros.
Os sessenta milhões de euros, valor que Domingos Névoa estava disposto a dar pelos terrenos da Feira Popular (na verdade, eles valiam mais e ele lucraria mais) dariam no meu gráfico uma enorme esfera. Os duzentos mil euros, ou seja, o valor que ele achava que bastaria para comprar o vereador Sá Fernandes, dariam uma esfera pequenina. E os cinco mil euros, ou seja, o valor que o tribunal achou que valia o crime que ele tinha cometido, dariam um pequeno pontinho quase irrelevante.
O valor de negócio teria o tamanho de uma melancia; o valor da corrupção activa teria o tamanho de uma tangerina; o valor da justiça teria o tamanho de uma ervilha.»

Rui Tavares no Público, integral aqui, e que eu encontrei aqui.

25 de novembro de 2009

Sobre o projecto da nova igreja do Restelo


«A propósito do desenho da torre, segundo o PÚBLICO (20/11/2009), Troufa Real diz já não se reconhecer na referência ao manuelino do projecto apresentado e vai agora inspirar-se no quadro As Tentações de Santo Antão, de Bosch, e em "José Saramago". É importante e enigmático este "José Saramago". Segundo Troufa Real, a nave da igreja imita uma "caravela num temporal, toda dobrada"; a casa do pároco é "uma referência à casa portuguesa do arquitecto Raul Lino"; o centro social "será uma réplica das antigas fortalezas portuguesa"; as cores são uma referência à Índia, para onde S. Francisco de Xavier viajou.

É interessante notar que este é exactamente o tipo de linguagem dos arquitectos de centros comerciais: a criação de narrativas que permitem desenvolver e "assinar" as formas. O mais escandaloso na igreja, mais do que as cores ou os cem metros, é que é feita com uma linguagem de centro comercial. Troufa Real passa do manuelino para Bosch como, digamos, se pode passar de uma praça de alimentação Velasquez para uma galeria gótica. Tal como qualquer centro comercial que se preze, este é um projecto megalómano: não tem o maior número de lojas da Península Ibérica, mas tem a torre mais alta das redondezas. Parece sofrer de gigantismo. Quer ser iconográfica, mas onde na arquitectura contemporânea a delicadeza da pele e o trato high tech são essenciais a igreja é rudemente pop e inconveniente. Como um centro comercial. Se é um Gaudí, é um Gaudí em saldos; não tanto a Sagrada Família, mas mais uma desenraizada, desengraçada família. Talvez esteja aí, afinal, a sua contemporaneidade.»


Isto é tão grave!

Pedro Lomba, na sua primeira crónica no Público, escreveu um texto forte de oposição ao regime de Sócrates e às impressionantes desonestidades que as escutas telefónicas "nulas" a Armando Vara têm vindo a trazer ao de cima. O texto tinha como título: "Cronologia de um Golpe". É um texto fantástico.
Aquele diário que, como ele próprio conta, ao denunciar o servilismo (a pagamento) de Figo, está também ao serviço do governo.

24 de novembro de 2009

(clique para ampliar)


Mesmo assim, leiamos este confronto entre os "alarmistas" e os cépticos do aquecimento global, numa entrevista que ouve de facto o que têm a dizer.

E, já agora, espreitemos o dossier inteiro sobre o assunto (na preparação da quiçá decisiva Cimeira de Copenhaga), onde coexistem notícias com títulos como "Estudo prevê subida de 6 graus na temperatura global até ao fim do século" e "A ideia de que o aquecimento global é um desastre está errada".



(inspiração para este post aqui e aqui)

Menos 23 anos de vida por um erro de diagnóstico (supostamente em coma, mas afinal a dar-se conta de tudo)

Digam-me que esta história está mal contada.
Digam-me que esta história está mal contada.

22 de novembro de 2009

Humanamente, um fracassado

Belíssima reflexão do José Dias sobre este nosso Rei, humanamente tão pouco cheio de realeza, que ainda hoje não nos dá as certezas de que gostaríamos.

Deixo-vos uns excertos retalhados do texto original, que está aqui.

Nasceu não se sabe onde; cresceu como os miúdos da sua idade, com a diferença de ter escapado a um massacre e de ter de fugir para longínquas terras. Teve uma vida inteira tão discreta que, quando decidiu assumir-se como anunciador de uma Boa Nova Libertadora, foi logo apontado a dedo pelos seus vizinhos e amigos: “Não é este o filho do carpinteiro?”. Por entre a multidão anónima dos que se iam baptizar, só João Baptista desconfiou de quem seria Ele, pois, apesar de se achar indigno de lhe desapertar as correias do sapato, mais tarde sentiu-se obrigado a mandar perguntar-lhe “se era ele que havia de vir ou deviam esperar outro”.
Depois tornou-se conhecido, mas não por boas razões para os sábios e o povo da época.
Era assim uma espécie de sem-abrigo que não tinha onde reclinar a cabeça. Não ligava muito às exigentes exigências da Lei que os homens sagrados tinham construído manipulando a Palavra de Deus. Falava com as mulheres em público; denunciava a carta do divórcio porque o homem não era dono da mulher; perdoou à mulher adúltera. Convivia com a ralé da sociedade. Comia e bebia com os marginalizados: partilhar a mesa era sinal da hospitalidade e da amizade. Dava prioridade aos publicanos e às prostitutas, Dava prioridade aos publicanos e às prostitutas, prometendo-lhe os primeiros lugares no seu Reino. Tocava nos intocáveis, os leprosos, absolutamente excluídos da sociedade. Tudo isto lhe trouxe “mau nome” face aos bem-comportados da época.
Mas também a sua família, com grande sofrimento de Maria sua mãe, que meditava todas as suas palavras no seu coração, o abandonou porque o considerava maluco.
O comportamento dos seus discípulos deve tê-lo feito sofrer muito e multiplicado a sua solidão: uns, deixaram-no porque tinha palavras tão duras que não podiam suportá-las; outros exigiam que lhes desse um lugar de poder; outros traíram-no, entregando-o às autoridades, adormecendo quando ele sofria uma agonia insuportável, negando-o quando foi preso, fugindo quando foi crucificado. Mesmo depois de ressuscitado, os discípulos de Emaús não o (re)conheceram; Tomé não acreditou naquelas balelas dos colegas; só Madalena, uma mulher e, portanto, sem qualquer credibilidade, o conheceu, o amou e o testemunhou junto dos apóstolos e discípulos que não quiseram acreditar nela.
Três anos passaram juntos e no fim não tinham percebido nada, pois no momento da Ascensão ainda perguntavam, com “ar de estúpidos”: “Então é agora que vais libertar Israel?” das legiões romanas, pensariam eles certamente.
Quis “apenas” denunciar uma sociedade injusta, corrupta, marginalizadora, incapaz de respeitar a dignidade inviolável de cada pessoa, propondo o modelo das Bem-aventuranças. Estigmatizou os poderosos, civis e religiosos. E eles não aguentaram: como é que um Zé-niguém lhes estava a fazer frente sem armas nem exército? Só havia uma solução: matá-lo.
Humanamente Jesus foi um fracassado.