30 de junho de 2009

Crise Ética na Economia e na Política

A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) promove um seminário sobre «Crise Ética na Economia e na Política». Esta iniciativa da CNJP será no Auditório da Estação do Metropolitano do Alto dos Moinhos (Lisboa), no próximo sábado, dia 4 de Julho.



Programa


9h30 - Abertura por D. Carlos Azevedo, Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social; Apresentação do Seminário por Alfredo Bruto da Costa, Presidente da CNJP

10h00 - «Ética e Governança (Nacional e Mundial)» por Adriano Moreira

10h40 - Pausa para café

11h00 - «Leitura Ética da Crise: Aspectos globais e nacionais»

  • Contexto mundial - José Manuel Pureza
  • Reabilitar o trabalho na economia e na sociedade - Ulisses Garrido
Moderadora: Maria do Rosário Carneiro, Vice-Presidente da CNJP

Debate

13h00 - Almoço

14h30 - «Ética, Economia e Política» por Guilherme d'Oliveira Martins

15h00 - «Paradigmas e Comportamentos, Individuais e Colectivos»

  • Sociedade civil e o exercício da cidadania - Álvaro Laborinho Lúcio
  • Exigências éticas na conservação do planeta - José Carlos Marques
Moderador: Pedro Vaz Patto, Membro da CNJP

Debate

16h45 - Pausa para café

17h00 - Conclusões por Joana Rigato, Vice-Presidente da CNJP

17h30 – Encerramento

28 de junho de 2009

Esquerda e Direita

como quem manda saudades de longe

26 de junho de 2009

Estarei fora e sem escrever durante uns dias .... até breve.

22 de junho de 2009

Deseducar

Hoje vigiei a prova de aferição de matemática do 9º ano. Em vinte alunos, só um se queixou de que lhe correu mal.

Como diz a Sociedade Portuguesa de Matemática no parecer que emitiu hoje:

«Logo na pergunta 1, pede-se a média aritmética de três números: 382, 523 e 508. A facilitar ainda os cálculos, que são triviais na posse da calculadora permitida nesta prova, fornece-se a soma (1413) — é uma questão do 6.º ano de escolaridade. (...) A pergunta 6 está ao nível do 3.º ano de escolaridade. (...) Em quase todas as perguntas, os conceitos são testados com exemplos demasiado elementares. Os cálculos são todos muito simples, a equação do segundo grau é trivial, para mais sendo fornecida a fórmula resolvente, e os exemplos de geometria são demasiado directos.

(...) Não há problema algum em introduzir num exame perguntas de anos anteriores ou de grau de dificuldade baixo. O que é prejudicial é que um número exagerado de perguntas corresponda a tópicos que deveriam estar sabidos anos antes e que todas ou quase todas as perguntas tenham um grau de dificuldade muito baixo.
(...) Grande parte da matéria essencial do 9.º ano de escolaridade não foi coberta por esta prova.

(...) Tanto professores como alunos que se empenharam durante estes anos lectivos sentem-se desacompanhados e desapoiados com esta prova. O que exames deste tipo transmitem é a ideia de que não vale a pena estudar mais do que as partes triviais das matérias.

(...) Pode pensar-se que provas elementares têm a vantagem de ajudar a perceber que as questões matemáticas não são intransponíveis. Mas estabelecer patamares demasiado baixos, em vez de incentivar a mais estudo e mais conhecimento, acaba por prejudicar todos — tanto os melhores, que se sentem desincentivados, como os menos treinados, que sentem menos necessidade de trabalhar para aumentar o seu domínio das matérias. Em suma, uma prova demasiado elementar como esta não serve o progresso do ensino. Pelo contrário, cria precedentes difíceis de contrariar.


21 de junho de 2009

Troca de cabeças - Leo Masliah

(Não liguem muito às imagens. O que vale a pena é mesmo a parte audio!)



Cambio de cabezas

X camina.
Sigue caminando.
Se topa con Z.
X dice - Hola
Z contesta - Como te va?
X dice - Mas o menos, tengo problemas
Z pregunta - Puedo ayudarte en algo?
X dice - Sí, me cambiás de cabeza?
Z contesta - Sì.
Ambos se sacan la cabeza.
Mutua entrega de cabezas:
X se coloca la cabeza que antes era de Z, y viceversa.
X dice - bueno, gracias
Z contesta - De nada
X sigue su camino y se topa con W.
W exclama - ¡Carlos!
X contesta - Andrés! Tanto tiempo!
W dice - Tanto tiempo de que?
X dice - No se
W pregunta - No me cambias de cabeza?
X contesta - No gracias, recién cambié
W pregunta - Por que lo hiciste?
X contesta - Esta cabeza me gusta más
W dice - Pero si la tenés puesta, no te la podes ver, así no podés disfrutarla
X pregunta - Y que sugerís?
W responde - Que me la cambies por la mía, así vas a poder contemplar libremente tu cabeza, con todos sus atributos
X se saca la cabeza diciendo - Ok.
Mutua entrega de cabezas.
Colocación de las mismas.
W dice - Bueno, adiós Andrés, fue un placer verte
X contesta - Estas en un error, yo soy Carlos. Andrés sos vos
W dice - Eso era antes, ahora es al revez
X dice - De ningún modo! No por darte mi cabeza voy a cederte mi identidad, ¡Que esperanza!
W dice - Vos razonas como si en lugar de haber cambiado cabezas hubiéramos cambiado cuerpos
X contesta - Pero yo por lo menos razono, vos ni si quiera eso
W dice - Es lógico, ya que tengo puesta tu estúpida cabeza
X dice - Ese insulto no me inmuta, porque esa cabeza no es la mia original, se la cambia a uno, hoy.
W exclama - ¡Entonces vos no sos Carlos!
X contesta - Claro que no! Soy Andrés
W replica - Yo me refiero a lo que eras antes de cambiar cabezas
X contesta - Eso no lo recuerdo, mi memoria quedo en la otra cabeza
W dice - Me devolvés mi cabeza? estoy incomodo así.
X se saca la cabeza diciendo - Sí, tomá, yo ya no quiero cabeza.
X sin cabeza, sigue hablando y dice - Podes usar las dos.
W queda con las dos cabezas puestas y dice - Gracias - mientras se va.
X también se va, caminando, y con el estomago va pensando - Igual, yo soy ventrílocuo...


Leo Masliah

19 de junho de 2009

Estória pessoal

Toda a minha vida tenho odiado cebolas.

Dão-me vómitos. É uma repulsa visceral que sobe por mim acima em laivos rítmicos, motivada pelo sabor, a consistência, o próprio conceito da cebola, quer em versão crua quer cozida. Nada a fazer.

Até que hoje me faltou uma cebola para pôr na sopa.



Ode à Cebola


Cebola
Luminosa redoma
pétala a pétala
cresceu a tua formosura
escamas de cristal te acrescentaram
e no segredo da terra escura
se foi arredondando o teu ventre de orvalho.
Sob a terra
foi o milagre
e quando apareceu
o teu rude caule verde
e nasceram as tuas folhas como espadas na horta,
a terra acumulou o seu poderio
mostrando a tua nua transparência,
e como em Afrodite o mar remoto
duplicou a magnólia
levantando os seus seios,
a terra
assim te fez
cebola
clara como um planeta
a reluzir,
constelação constante,
redonda rosa de água,
sobre
a mesa
das gentes pobres.

Generosa
desfazes
o teu globo de frescura
na consumação
fervente da frigideira
e os estilhaços de cristal
no calor inflamado do azeite
transformam-se em frisadas plumas de ouro.

Também recordarei como fecunda
a tua influência, o amor, na salada
e parece que o céu contribui
dando-te fina forma de granizo
a celebrar a tua claridade picada
sobre os hemisférios de um tomate.
mas ao alcance
das mãos do povo
regada com azeite
polvilhada
com um pouco de sal,
matas a fome
do jornaleiro no seu duro caminho.
estrela dos pobres,
fada madrinha
envolvida em delicado
papel, sais do chão
eterna, intacta, pura
como semente de um astro
e ao cortar-te
a faca na cozinha
sobe a única
lágrima sem pena.
Fizeste-nos chorar sem nos afligir.

Eu tudo o que existe celebrei, cebola
Mas para mim és
mais formosa que uma ave
de penas radiosas
és para os meus olhos
globo celeste, taça de platina
baile imóvel
de nívea anémona

e vive a fragrância da Terra
na tua natureza cristalina.

Pablo Neruda

18 de junho de 2009

17 de junho de 2009

A beleza é um bónus

"La bellezza è un gratis che non era previso nell'economia del mondo.
Perché dev'essere anche bello, il mondo?
Eppure è quella la sua sostanza.

La bellezza à stata versata in abbondanza. A contrapeso della morte, forse. A risarcimeno dello spreco..."


(A beleza é bónus que não estava previsto na economia do mundo.
Porque é que há-de ser também belo, o mundo?
E porém, é precisamente essa a sua substância.

A beleza foi dada ao mundo em abundância.
Como contrapeso da morte, talvez. Como compensação pelo desperdício...)




palavras de Erri de Luca, num encontro no centro unversitário diocesano de Padova em Janeiro de 2003

16 de junho de 2009

Aos meus simpáticos interlocutores desta manhã, entre os quais um verdadeiro roadie

Chico, é só porque tu pediste que eu vou fazer um novo post sobre isto. Mas como estou sem paciência nem tempo para escrever, vou só fazer citações cultas.


1) No voz do deserto do Tiago Cavaco, aliás Guillul:

«Não foi por isto que os Capitães lutaram

(...) Umas centenas de miúdos bem nascidos ansiosos para fazer daquele 1 de Maio o seu 25 de Abril. No que diz respeito à luta de classes Marx não se enganou. Existe. E eu vi-a, irremediavelmente favorecendo os verdugos do proletariado, em compasso quaternário com estes olhos que a terra há-de comer."

(Lol, sorry guys, that was you!)

2) http://lishbuna.blogspot.com/2009/06/rich-kids-wanna-have-fun-os-golpes-cruz.html

"o álbum de Os Golpes é bom mas – e isso importa e está na cara – totalmente derivativo do nacionalismo dos Heróis do Mar e pós-punk coevo."

(e vale a pena ler os comentários seguintes,
numa disputa bloguista entre o Almirante Ramos e o autor do blog)



3) http://minoria-ruidosa.blogspot.com/2009/05/ainda-nao-me-esqueci-do-concerto-dos.html

"Na plateia estava a fina-flor da juventude lisboeta, cuja fisionomia denunciava um pedigree de gerações, suspeita confirmada pelo beijo único que constituíu o mais vulgar cumprimento da noite."

(mais uma vez se fala das características sociológicas do público, hihi)


"Há uma herança, perdida nos tempos, que se recupera em cada riff. Há Orgulho, há Vontade, há Urgência. Há tudo o que o nosso povo pareceu perder no último século."

(ok, isto irrita-me mas não vou fazer um novo post
sobre os que não acham ridículo o que eu acho ridículo)

Nessa mesma página, há ainda o comentário de um anónimo que exprime coisas que hoje me acusaram de querer exprimir (a saber, ressentimentos políticos):

"levar ao colo um bando de fascistas que usa a música para tentar levantar uma certa ideia de portugal que morreu há uns anos atrás, é incompreensível".

4) e por último, coincidência das coincidências, logo hoje que estivemos a falar disto, um dos blogues que eu leio diariamente fala deste tema:

http://complexidadeecontradicao.blogspot.com/ (post de 16 de Junho)

E poi ti trovi vecchio e ancor non hai capito

che la vita quotidiana ti ha tradito"

Francesco Guccini, Canzone della vita quotidiana

15 de junho de 2009

Fascinante!

video

14 de junho de 2009

Update


Verdadeira corrida contra o tempo.


Não vou conseguir manter este ritmo.


Porra. À meia-noite ainda vou estar aqui sentada.
Bom domingo a todos.... Grrrrrr...

Domingo depois de feriados às 11:04

Vejamos se 4 testes por hora é um bom ritmo.

Farei um update às 12:04.

13 de junho de 2009

Há pessoas que me enchem por dentro de uma maneira desproporcionada.

Amigos que por me serem amigos me compensam de todas as lacunas.

É a fidelidade daquela que nunca falha e me ensina o essencial todas as vezes.

A excitação brilhante de outra, sempre alegre, que me traz o melhor da minha própria juventude.

As mensagens imprevistas daquela que nunca se esquece de mim e agradece os momentos.

A riqueza interior, quase irreal, daquele que dá tanto quanto recebe.

A parsimónia cauta das dádivas do outro, aquele que rebentou todas as fronteiras.

As confissões sofridas daquela que, antes, nunca tinha falado.

A aparente segurança de outra que afinal era tão frágil como eu.

Os soluços daquele que não teve vergonha de chorar.

E as reacções imprevisíveis daquele que nunca compreenderei e por isso mesmo me parece incoerente.

Todos me enchem, todos elastificam este coração fraco fraco fraco, tão fácil de magoar.

12 de junho de 2009

9 de junho de 2009

10 de Junho no Second Life

Eu realmente nasci no século passado.

Mas o Presidente da República não, pelos vistos, pois acaba de inaugurar o Espaço da Presidência da República no Second Life.
Sim, no Second Life, naquele mundo virtual onde podemos criar um boneco tridimensional com as características que quisermos, qual alter-ego que vive uma vida tridimensional por nós, como num jogo de computador. Esse mundo em que algumas pessoas se projectam para fugir, por alguma razão, à vida real. Para fugir à sua timidez, às merdas que correm mal, ao mau hálito, à celulite. Sei lá.
Pois é nesse fenómeno sociológico extraordinário, onde já há universidades e bancos até, e que só por si merece várias teses de doutoramento que avaliem devidamente as suas causas e implicações, que o Presidente da República acabou de inaugurar um espaço português, uma ilha futurista com direito a caravelas, astrolábios e quadrantes, e toda a simbologia eternamente repetida que esculpimos, há séculos atrás, nos monumentos manuelinos. Mudam-se os tempos, mantêm-se os mitos e as caravelas.


(Nota 1: Foi assim na passagem de ano de 2000, em que, em vez de olhar para o novo milénio que nascia, Portugal resolveu projectar nas paredes da torre de Belém, para as delícias dos milhares de pessoas que ali estavam, as supostas glórias do passado - mais uma vez, imagens de caravelas, astrolábios, quadrantes e datas, muitas datas -, estes mesmos eternos símbolos, estas mesmas muletas colectivas onde apoiamos a nossa auto-estima nacional e projectamos atavicamente a nossa identidade. Identidade gloriosa, já se sabe, de quem há 500 anos deu novos mundos ao mundo, como naquela música que ganhou o festival da Eurovisão quando eu era pequena e que eu sabia de cor, estimulada pela professora primária, a D. Maria Adelaide, que nos mandou a todos decorar a letra - já fui ao Brasil, Praia e Bissau, Angola, Moçambique, Goa e Macau, fui até Timor, já fui um conquistado-o-o-or.

Nota 2: Já agora, acrescento que nessa dita passagem de ano, para o caso de a efusão patriótica provocada pelos slides de naus e caravelas na torre de Belém não ser ainda suficiente, havia um concerto dos Santos e Pecadores num palco ali mesmo ao lado, com o Olavo Bilac que a cada 5 minutos ostentava uma bandeira nacional por cima da cabeça e gritava: "Somos ou não somos portugueses?" E todos respondiam com fulgor: "somos!")



No site da Presidência, está tudo devidamente explicado e há um vídeo modernaço que nos mostra a dita realidade virtual (só isto - realidade virtual - é já uma extraordinária expressão, a meu ver uma contradição nos termos), a Ilha de Portugal e da Presidência da República, "num cenário em que predomina a ecologia e a harmonia com o ambiente, combinam-se elementos da nossa história e cultura com linhas arquitectónicas futuristas, recriados em 3D e Multimédia. A Ilha é envolta em espaços verdes e recriações de animais como golfinhos, baleias, pássaros, com os quais será possível interagir de várias formas".

Não deixem de espreitar o vídeo. Num ano de eleições, não deixa de nos dar alento e de nos fazer acreditar na ressureição em versão 3D das glórias colonizadoras do nosso orgulhoso passado.

dados para análise

164 828 votos em branco.

Votos que dizem: estou mesmo mesmo mesmo mesmo mesmo descontente com o panorama político nacional e, gozando do meu direito a exprimir a minha opinião, dou-me ao trabalho de ir votar para dizer isto mesmo.

7 de junho de 2009

Ninguém vê o elefante na sala?

Ignorar o problema das pessoas com deficiência (cerca de 650 milhões a nível mundial, segundo as Nações Unidas) é como insistir em não não ver um elefante numa sala. Ignorando-o, temos como que a inconsciente expectativa de que desapareça.

Vale a pena ler este artigo sobre esta questão e sobre a extraordinária acção da Kanchi, organização irlandesa que há anos luta por uma visão radicalmente nova sobre a diferença: o normal é sermos todos diferentes.

6 de junho de 2009

fraquezas

5 de junho de 2009

LOL

Sobre Ana de Amsterdam:

Chove: O voto de Ana Cássia Rebelo - Anatomia de 1 voto no Bloco de Esquerda

Hihihihihi! Ehehehe!

P.S. Desde que li a conclusão do post que ela escreveu sobre o pénis tatuado (aqui, a 21 de Maio), que achei que cheirava a esturro bem pensante.

P.P.S. Mas gostei muito do último post sobre "a lista". E concordo com tudo o que ela diz, sim, eu que também sempre aprovei a igualdade de direitos para os casais formados por pessoas do mesmo sexo.

4 de junho de 2009

Não

inspira, expira, inspira, expira, inspira, expira, bem aventurados sereis quando vos perseguirem e etc, inspira, expira, inspira, expira,


e volta ao trabalho, minha parva

Order original vudu doll



http://www.vudutuu.com

Irra

Estou há duas horas para fazer acalmar em mim a vontade de pôr um capuz a tapar a cara e fazer uma espera a uma certa pessoa, para descarregar num par de estalos bem dados a minha irritação.

Está difícil voltar ao meu estado de não-violência, mas hei-de conseguir....


(inspira, expira, inspira, expira)
Depois de tanta(s) merda(s)...
como é que se consegue continuar a acreditar nas pessoas?

Como dar as mesmas oportunidades aos que virão?

Aceitam-se sugestões.

2 de junho de 2009

Já está online

a edição do programa Ecclesia em que participámos o João Meneses e eu, a propósito das conclusões do Simpósio Reinventar a Solidariedade (em tempo de crise), de que falei aqui.
Para ver essa entrevista, que passou na RTP2 no dia 25 de Maio, espreite aqui.
Para ver o programa Ecclesia do dia seguinte, com várias entrevistas aos oradores do Simpósio, é aqui.